Marketing pessoal é importante?

Você já se questionou se o marketing pessoal é realmente importante? Aqui na Agência ICB, acreditamos que sim, uma vez que, ele é necessário para reforçar seus pontos fortes. Mas, por definição, o que seria, exatamente, um marketing pessoal? Bom, de maneira simples, o marketing pessoal é um conjunto de estratégias que tem como objetivo estabelecer uma percepção positiva a seu respeito. Ou seja, fazer com que as pessoas e empresas saibam que você é uma autoridade ou especialista em sua área de atuação. Portanto, você precisa reforçar através das suas ações, atividades e o uso de algumas técnicas de marketing que você é a melhor escolha para uma vaga de trabalho ou prestação de serviço. Por isso, o marketing pessoal se torna mais natural a medida que você aprende mais sobre si. A chave do sucesso aqui é o autoconhecimento.

Agora, imagino que diversas pessoas, ao lerem isso, possam pensar: “não soa pedante?”, ou, “não vai parecer arrogante?” e até mesmo: “as pessoas deveriam perceber o meu valor por elas mesmas”. Pois bem, deixe eu te contar, não é bem assim. A percepção de valor vai existir a partir do momento que você conseguir se destacar da média. Para isso, o reforço dos pontos fortes é primordial. Além do mais, você não chegará em uma roda de pessoas, e sem contexto algum dirá: “oi, sou um exímio analista de marketing”, existe um contexto e momento apropriado para isso. Uma dessas formas é saber reforçar suas soft skills em seu currículo.

E como perder a “vergonha” de fazer marketing pessoal?

É uma pergunta simples porém com uma resposta um pouco complexa. Em primeiro lugar, é importante reforçar que o segredo está em conhecer muito bem a si. Saber quais são suas habilidades e competências e reforçar isso em seu currículo e entrevistas. Por exemplo, entre suas melhores habilidades está uma boa gestão de tempo, além de rapidez na execução, você entrega com qualidade. Esse é um excelente ponto forte para ser reforçado em seu CV, exemplificado na entrevista. E isso pode ser de maneira bem simples como: “projeto x foi planejado para execução e entrega em 3 meses porém, como responsável pela frente de trabalho, ajudei a entregar em 2,5 meses implementado e em funcionamento”.

A ideia central não está em falar obviedades ou coisas aleatórias sobre si como: “eu sou excelente”, “sou competente”, não, não.. esqueça isso. Logo, o reforço positivo a ser feito será de maneira sutil e condizente com a oportunidade e momento.

Algumas coisas simples podem ajudar como:

#1 Referências

Na medida do possível, peça a gestores, pares e clientes que façam menção ou referências ao seu trabalho. Isso certamente ajudará e pode ser feito através de seu perfil no LinkedIn ou uma área de testemunhos em seu site. Além de casos de sucesso que reforcem a referência com dados e resultados.

#2 Abra-se para indicações

Ainda que você não esteja buscando uma nova posição em outra empresa no mercado, ou que sua agenda do ano esteja fechada, seja acessível e abra-se para indicações, nem que seja para declinar e recomendar a outra pessoa ou empresa. E por que fazer isso? Simples, o chamado networking é essencial para manter uma rede de relacionamento entre você, pares, clientes e prováveis novas oportunidades. Fechar-se em uma redoma não vai ajudar ninguém a te notar, entende?!

#3 Fale menos! Ouça e observe mais

Certamente você já ouviu um elogio sobre algo que você sequer imaginava que fazia bem. Pois é, muitas vezes descobrimos algo novo sobre nós seja em forma de feedback ou mesmo quando erramos e precisamos ser corrigidos. De agora em diante observe melhor suas ações e como as pessoas em seu entorno reagem a elas, desta forma você incorpora as melhores ao seu marketing pessoal.

#4 O marketing pessoal é sua história, não é um conto ou farsa

Muitas vezes associamos marketing pessoal com farsas ou contar histórias mirabolantes, a não ser que você o personagem de um conto dos irmãos Grimm habitando entre nós, não há necessidade alguma de criar nada fantasioso. O marketing pessoal é sobre contar sua história. Contudo, você reforça os melhores episódios da mesma forma que mostra o que e como aprendeu com os piores.

É necessário se expor em nome de um bom marketing pessoal?

Não, não é. Se você não gosta de exposição ficará desconfortável ao exercitar o seu traquejo em marketing pessoal e por esta razão não vai ser natural. Você ficará sem graça! Assim sendo, exposição não equivale a marketing pessoal. O que você realmente precisa é de visibilidade, ou seja, saber se posicionar, nos momentos corretos, sobre o que você faz bem. Principalmente em entrevistas de emprego, eventos de seu segmento (mesmo os remotos) e através de suas mídias sociais, como o LinkedIn, por exemplo. Existem espaços onde o marketing em torno da sua marca pessoal é muito bem-vindo.

Não pense que você não precisa de marketing pessoal. Até os maiores nomes precisam!

Fatalmente, você precisará fazer marketing pessoal pois, é importante. Grandes nomes se mantém como grandes uma vez que encontram formas de não ser esquecidos. Claro que eles são respaldados por seus resultados, mas de que valem resultados sobre os quais ninguém sabe? Inclusive, você não precisa gostar de fazer marketing pessoal, você deve fazê-lo por ser importante. Você pode até relutar, mas de nada irá adiantar, existem certas dinâmicas sociais que fazem parte do dia a dia. Então, busque a melhor forma de fazer e faça. Daqui para frente, encontre sua identidade e construa seu discurso. A medida que o tempo passa, você começa a encarar com mais naturalidade e fica mais confortável em contar sua própria história.